::quinta-feira, dezembro 07, 2006

Radar a 50%

Bom, se quisesse ser ultra-preciso teria de dizer 'a 25%', uma vez que fui apenas a um dos quatro concertos do Festival Radar, mas como desde início só pretendia ir a dois deles, acho que posso subir para os 50% e ficar por aí.

E a qual fui, e a qual me baldei?
Fui ao primeiro, ao do Stuart Staples, o (ex?) vocalista dos (fabulosos) Tindersticks. E baldei-me (por razões que me são desconhecidas), ao quarto e último, o de Cat Power (mas não faz mal, fica para uma próxima oportunidade).

Quanto ao Stuart, e ao seu concerto, tenho a dizer que gostei. Não sei bem se muito, no entanto. E nem sei bem porquê. Quer dizer, até acho que sei. Estava à espera de algo mais, e é isso que não sei dizer bem o quê.

Mais tempo, talvez. Mais pontualidade (50 minutos depois da hora marcada entrou o duo espanhol que fez, e muito bem, a primeira parte, sendo que ainda continuo a achar que foi só para o Stuart acabar de ver o malogrado Sporting-Benfica). Mais... Tindersticks!

Pronto, admito: era isso. Foi isso. Adoro a voz do senhor, no seu tom meio 'Leonard Cohen' (com o qual perguntaste se era parecido), e gosto bastante da maioria das músicas do seu albúm a solo ("Leaving Songs") que nos veio (re)apresentar, mas... ainda é pouco. E Tindersticks... é Tindersticks, ainda que a onda seja a mesma (uma onda que mexe muito cá por dentro, que emociona), e se confundam facilmente.

Queria mais, portanto. Mais música. Porque só um album (ainda) é pouco. Porque duas (três) músicas de Tindersticks é muito pouco, quando se quer ver/ouvir todas aquelas que deixaram marca. Mesmo sabendo que não era para isso que ele lá estava. Mesmo tendo terminado com o lindíssimo "Tiny Tears".

Foi bom. Muito bom, pronto. Mas queria ter ouvido, por exemplo, esta...


(Sometimes it hurts)


... ou esta...


(Travelling light)


.... ou esta:


(City sickness)


Gosto mesmo muito destes tipos, não sei se já deu para perceber. :)